Maçã do amor

Maçã do amor

Há mais afinidades entre Rita Lee e Nina Becker do que as “sardinhas na bochecha”. A cantora e compositora carioca, de 41 anos, tem dois discos solo — “Azul” e “Vermelho” — e a unidade sonora construída no palco por ela em parceria com o grupo Do Amor (formado pelo guitarristas Gustavo Benjão e Gabriel Bubu, o baixista Ricardo Dias Gomes e o...

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Sangue de vanguarda

Sangue de vanguarda

Com três discos gravados, a banda mato-grossense Vanguart tem laços estreitos com a obra de Bob Dylan. O primeiro disco, de 2007, já deixava clara a influência do folk rock em sua musicalidade. Nos dois trabalhos seguintes (“Boa Parte de Mim Vai Embora”, de 2011; “Muito Mais Que o Amor”, de 2013), a impressão é que o tom confessional e a coragem de expor ao público...

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Fogo na bomba

Fogo na bomba

O reggae é uma referência cada vez mais latente na obra de Anelis Assumpção e isso é perceptível em várias de suas composições (“Not Falling”, “Bola Com os Amigos”, “Song to Rosa”, “Mau Juízo”, “Neverland”…). Não por acaso, ela foi convidada para interpretar “Legalize It” (Peter Tosh) no evento 75 Rotações...

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Raposa em Campos

Raposa em Campos

75 Rotações! Entre 6 e 9 de agosto, acontece a quarta edição do evento que propõe versões de discos lançados há 40 anos por artistas contemporâneos. Rodrigo Campos interpretará “Caça à Raposa”, de João Bosco, que consolida a parceria do compositor mineiro com Aldir Blanc e incrementa o samba com letras cinematográficas e divisões rítmicas surpreendentes provocadas...

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Sem tropeço

Sem tropeço

O passo é torto mesmo: caiu na rede o terceiro disco da banda Passo Torto, “Thiago França”, o primeiro em parceria com a cantora Ná Ozetti. O título, uma contradição planejada, presta homenagem ao saxofonista que é parceiro dos integrantes mas não participa deste projeto específico. Aceite o mistério. O passo é torto mas o rumo é adiante: a voz lapidada e rica em recursos...

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O evangelho de Aretha

O evangelho de Aretha

“Amazing Grace” não é apenas um disco inspirado em temáticas religiosas. Este álbum é uma homenagem e um registro da liturgia da igreja cristã afro-americana. Tanto é que foi realizado num local sagrado: a New Temple Missionary Baptist Church, no bairro de Watts, em Los Angeles. Aretha Franklin o gravou acompanhada de sua banda e do pianista James Cleveland e seu coro (o...

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O sopro de um gigante

O sopro de um gigante

Ornette Coleman (1930 – 2015), bem antes de sair deste plano hoje (11-06-2015), já ocupava a posição de lenda do jazz. Mais do que um músico talentoso e revolucionário, era um daqueles fenômenos que surgem não se sabe de onde para mudar o curso de um rio imenso. Ornette mudou o fluxo da corrente do jazz, que seguiria de forma bem mais ordeira e menos transgressora se não fosse por...

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O testamento de Coltrane

O testamento de Coltrane

33 minutos: é esse o tempo que dura a suíte “A Love Supreme” (Impulse Records), gravada em 9 de dezembro de 1964 e lançada em fevereiro de 1965. Pode chamar de música ou oração, mas o fato é que as quatros partes da obra mais icônica de John Coltrane é, sem dúvida, um milagre. Gravado pelo saxofonista junto ao seu quarteto clássico (com McCoy Tyner no piano, Elvin Jones na bateria...

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A genealogia de Fela

A genealogia de Fela

A Radiola Urbana conversou com o etnólogo cubano e biógrafo de Fela Kuti, Carlos Moore, sobre suas impressões a respeito da primeira gravação do nigeriano, de 1960, divulgada na semana passada. Aproveitamos para avisar: o escritor está em campanha no Catarse para o lançamento de sua autobiografia no Brasil. Leia! A Radiola Urbana celebra sempre quando surge algo novo e relevante sobre...

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Blood on the Tracks, 40

Blood on the Tracks, 40

Diante de uma obra tão vasta e de alto nível, não é fácil eleger o melhor disco de Bob Dylan — mas “Blood on the Tracks” certamente é um dos finalistas. Não é o único disco da história sobre divórcio e relações que falharam, mas é o melhor mesmo quando comparado a outras obras-primas dos anos 70 como “Here, My Dear” (Marvin Gaye, 1978) e “Veedon...

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Brilho eterno

Brilho eterno

“Elis & Tom” já era tratado como obra-prima desde seu surgimento e essa aura parece ainda mais cintilante 40 anos depois de seu lançamento. Diante da missão de interpretar esse conjunto de 14 canções no projeto 74 Rotações (sexta, 19 de dezembro, no Sesc Santana), Luciana Alves e Marco Pereira Trio optaram por buscar um brilho próprio: sem o piano tão marcante na...

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Lóki é quem me diz

Lóki é quem me diz

“Lóki?”, o primeiro disco solo de Arnaldo Baptista, é praticamente um diário musicado que expõe as perturbações internas do compositor após sua saída dos Mutantes e o complicado fim de relacionamento com Rita Lee. A missão do trio O Terno é coisa de louco: adaptar seu repertório no terceiro show do 74 Rotações. Com dois discos gravados (“66″, de 2012, e...

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Cartola é zica

Cartola é zica

Emicida faz o primeiro show do 74 Rotações, interpretando o primeiro disco de Cartola. Motivado pela apresentação, o rapper retomou as aulas de técnica vocal e diz: “eu fui crescendo com essa coisa do samba sendo sussurrado no meu ouvido pela voz da minha mãe”. Ele posou para nossa lente com a capa do disco e respondeu nossas seis perguntas. Leia! Quais são as suas impressões sobre...

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40 anos à frente

40 anos à frente

Arquivo RU: aproveitamos o lançamento de um dos melhores discos de 2014, “Jaiyede Afro” (Orlando Julius + Heliocentrics), para republicar nossa entrevista com o veterano músico da Nigéria. Leia! A Radiola Urbana já escolheu um dos seus discos preferidos de 2014: “Jaiyede Afro”, que registra o encontro do veterano músico nigeriano Orlando Julius com a banda britânica...

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Rotações afrobaianas

Rotações afrobaianas

O encontro dos tons jazzísticos com os ritmos afrobaianos rende grandes momentos no disco “Goma-Laca – Afrobrasilidades em 78 RPM”, que pode ser baixado de graça na internet. Resultado de uma profunda pesquisa dos jornalistas Ronaldo Evangelista e Biancamaria Binazzi no acervo da Discoteca Oneyda Alvarenga, do Centro Cultural São Paulo, o álbum apresenta releituras de canções...

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Voz ativa

Voz ativa

Uma voz nigeriana se fez ouvir no último domingo (28-09) no Vale do Anhangabaú, no show de encerramento do Mês da Cultura Independente. Não era um simples cantor: era Seun Kuti, filho de Fela Kuti (lendário ativista e criador do afrobeat), escoltado pela última banda de seu pai (Egypt 80) e com um discurso afiado de denúncias às desigualdades no continente africano. Entre as 10 mil...

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