Papo reto

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Anelis Assumpção tem muito a dizer. Pode ser um simples “Oi, tudo bem?”, como o que ela solta no primeiro verso da primeira música (“Cê Tá Com Tempo?”) do seu recém-lançado segundo disco (“Amigos Imaginários”). Mas ela diz muito mais com este novo trabalho: se a voz se acomoda sagazmente em uma espaçosa zona de conforto como quem se espalha nas almofadas, o lirismo malandramente cotidiano e os arranjos instigantes vão além. Ecos de reggae, Eddy Trombone aparando as arestas com o instrumento que lhe empresta o nome artístico, Victor Rice na mixagem, participações de Céu e Thalma de Freitas em “Song to Rosa”, as guitarras de Kiko Dinucci e Rodrigo Campos em mais um round deste infinito duelo criativo (pavimento fundamental de “Passo Elétrico” e “Encarnado”) na faixa “Declaração”, arranjos vocais classudos, produção coletiva (de Anelis e seus comparsas de banda Bruno Buarque, Cris Scabello, Mau e Zé Nigro), as rimas de Russo Passapusso em “Devaneios” e as letras que criam intimidade com o ouvinte logo de primeira — tudo junto e misturado resulta em um recado claro: escuta-me! Ouça!

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